Aceita-te tal como és

13 dezembro 2017



Sobre a importância de nos aceitarmos tal como somos. Eu não poderia ter escrito melhor. 
Adoro este texto do Frederico:

Deixe em ti florescer boas lembranças, não crie rancor por quem não quis te ver por dentro, deixe a inveja para quem não sabe alcançar o amor que há em si. São poucos os que vivem o que sentem, se permita ser diferente, esqueça quem lhe impõe limites, quem lhe diz o que seu coração deve sentir, coloque os teus gostos no papel e seja panfletária do amor que quer viver.

Seja grata com o que é seu por natureza: valorize o teu beijo, tão doce; brinque com teu cabelo como quiser, ele é todo seu, corte, doe, pinte; deixe seu corpo ser novo, mesmo quando a opinião ainda é velha; te encha de tatuagem se assim desejar, ou não faça nenhuma; sonhe alto onde ninguém consiga te podar, você fica tão bonita sendo você mesma.

Viaje o mundo, suma de corpo e alma, brinque de beijar quem lhe vier à mente, cante o refrão que teus olhos sabem, veja um pôr do sol apenas com a tua companhia, dance e cante para espantar, não somente os males, mas as dúvidas que te rodeiam. Continue melindrosa, abuse da insensatez quando quiseres, ganhe o mundo quando duvidarem, continue sendo encanto, mesmo quando não quiseres ser, continue falando fora de hora, ria alto no parque, no cinema, perto do meu ouvido, durma cedo, ou nem durma, mas, por favor, te aceita do jeito que és.

Crie borboletas no estômago, use os teus olhos para mostrar o que sente, te faça cantiga, me beije o cangote, te esquenta no meu peito, diz que me ama com teus olhos fundos, e se não souberes o que falar, tudo bem. Do teu corpo vem beleza que não cabe na cama que dormimos; do beijo que você me dá, há paz que não se pode descrever; do abraço que trocamos, cria-se um infinito sem anseio algum; de estar ao seu lado, conquisto o mundo todo dia.

Assuma não ter nenhum amor – ou ter todos que existem –, assuma a solidão ou a euforia que há no teu peito, mas, por favor, te aceita do jeito que é, assim, o mundo te aceita como ninguém.

"Te aceita menina" de Frederico Elboni
Foto minha tirada em Porto Côvo (Amo!)

Minimalismo durante a época festiva

11 dezembro 2017

Conhecem o blog da Sandra, o In and Young?

Escrevi um post sobre como praticar o minimalismo na época festiva, uma altura em que há demasiado consumismo e imensas correrias por causa dos presentes e de todos os jantares que temos agendados nesta altura!

Portanto, faz todo o sentido abrandar e fazer desta época a mais especial de todo o ano, vivendo-a nas calmas e junto de quem mais gostamos.

Espreitam o post aqui.

Espero que gostem!


Viver devagar

07 dezembro 2017


Ainda não voltei a escrever como gostaria, nem talvez como deveria. Tem-me custado manter o foco. Mas em compensação, tenho vivido imensas experiências novas, muito enriquecedoras e conhecido novas pessoas, super inspiradoras. Sabem quando começam a viver de acordo com aquilo em que acreditam e parecem atrair pessoas que pensam e vivem da mesma forma? Sinto-me tão feliz por isso. Acho que nunca como antes as coisas fizeram tanto sentido. Incrível como quando há uma enorme mudança na nossa vida, parece que já nem nos lembramos bem de como era o antes.

Nesta transição tenho-me tentado focar em 3 pilares:

  • alimentar o amor-próprio
  • conectar-me com a minha essência
  • abrandar (ainda mais)

Por isso, gostaria de partilhar algumas dicas, inspiradas em alguém que admiro e que despertou em mim esta vontade enorme que tenho sentido em viver cada vez mais devagar:

❤ Viver sem pressa: acabamos por chegar sempre a todo o lado. Podemos perfeitamente ir pelo caminho mais longo ou pelo transporte mais lento. Para quê esta pressa de querer fazer tudo rápido e de chegar rápido?

❤Viver ao ritmo da natureza: deitar cedo e acordar com o nascer do sol, de preferência sem despertador

❤ Preparar o nosso corpo para o descanso: comer algo leve ao jantar

❤ Saber parar: quando necessário parar ou relaxar, ouvir o mar, concentrar a nossa atenção nesse som e respirar fundo

❤ Agradecer pelas coisas mais simples, todos os dias. Incluindo a comida que nos alimenta diariamente 

❤ Sentir o contacto com a terra: andar descalço sempre que possível. Sentir os pés no chão, na areia, no mar, na relva...

❤ Desconectar parte I: fazer uma paragem das redes sociais, pode ser um dia por semana ou ao fim-de-semana

❤Desconectar parte II: usar o telefone apenas para chamadas e mensagens e desligá-lo quando vamos dormir (ou colocar em modo voo, para quem necessita de despertador)

❤ Aceitar-se tal como se é

❤ Amar o que fazemos e sentir prazer nisso

❤ Contribuir: fazer algo pelo planeta. É urgente, é para ontem. 

❤ Simplificar: as nossas rotinas, os nossos hábitos, diminuindo drasticamente a quantidade de coisas que usamos diariamente. E uma dica muito boa para quem tem dificuldade em dormir fora de casa: "dormir no chão, assim não há como estranhar a cama. Chão é chão em todo o lado" 😃

❤ Descomplicar: esta é a mais difícil, mas passa simplesmente por desligarmos o descomplicómetro, olhando para uma situação sob o prisma mais simples

❤ Rir: rirmos de nós próprios e rir da vida, pois só assim é que vale a pena

Aulas de Yoga no Porto

20 novembro 2017


Comecei recentemente a dar aulas de yoga no Lotus Yoga Studio no Porto (zona da Foz).

São aulas de slow yoga / yoga suave ideais para quem está a começar ou para quem não pode permanecer muito tempo nas posturas.

Realizam-se às terças e quintas das 10 às 11h.

O estúdio é super aconchegante e tranquilo e ainda temos a companhia do gato Nino antes de entrarmos para a nossa sala de prática.

Se quiseres saber mais contacta-me: anagoslowly@gmail.com

A primeira aula é gratuita.


Recomeçar aos quase 33

09 novembro 2017



Chegou o dia em que troquei o computador, a secretária e o escritório pelo tapete de yoga e pela liberdade de escolher o sítio onde trabalho.

Chegou o dia em que deixei de perder horas e horas no trânsito, na ida e no regresso.

Chegou o dia de alinhar os meus valores e aquilo em que acredito com aquilo em que trabalho.

Agradeço por tudo o que vivi até aqui e que me fez chegar a este momento.

Os mais próximos sabem que foi difícil e que ainda não estou totalmente recuperada, mas acredito que faz parte. Talvez só assim tenha tido a coragem de dar o salto.

Adeus dores de costas, problemas de circulação, preocupações, ataques de pânico e olá leveza, paz de espírito e felicidade.

Obrigada a todos os que me ajudaram e contribuíram para esta grande mudança   ❤️ 🙏

Que este seja o primeiro dia do resto da minha vida.

Tudo acontece como deve acontecer

08 novembro 2017



"nem tudo na vida acontece como mais queremos, mas tudo acontece como deve acontecer. muitas vezes, são as escolhas mais difíceis, as que desorientam e inquietam o coração, as que mais precisamos que aconteçam. agradeço sempre. agradeço mesmo sem entender. confio que o tempo vai acertar os ponteiros. confio que é aqui, nesta exacta coordenada, que a minha fé se agiganta. por muito que uma parte do mundo seja um lugar assustador, por muito que nos tente afrontar, que nos tente empurrar e fazer cair, não desisto. não desisto nunca de ser quem sou. não desisto de mim e dos meus sonhos. porque acredito, profundamente, nesta luz que trago dentro. e porque confio, absolutamente, na coragem que tenho de a fazer brilhar."
um vento forte pode até levar as folhas, mas jamais levará as raízes."

Boas novidades estão quase a chegar 💗 até lá podem ir acompanhando pelo instagram.


Poderia ter sido eu a escrever estas palavras

16 outubro 2017


Poderia ter sido eu a escrever esta bonita (e tão verdadeira) crónica, mas não fui. Obrigada Estefânia. O resto aqui.

"E, um dia, acordamos e pensamos que a vida não tem sido mais que uma vagarosa sucessão de dias: dias que decorrem lentamente à espera de um “ser feliz” que não acontece. Percebemos que a vida se está a tornar rapidamente insípida e sem cor. Percebemos que não sabemos bem quem somos — nem quem fomos. Não sabemos para onde vamos. E é nesse momento em que acordamos para a realidade que percebemos que parar é essencial. Parar para pensar, parar para analisar, parar para fazer o balanço do que tem sido a nossa vida, parar para nos encontrarmos ou, quem sabe, reencontrarmo-nos."

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